AS POLÍTICAS PÚBLICAS E OS DESVIOS. – Reflexões Teológicas: com Ricardo Alfredo
AS POLÍTICAS PÚBLICAS E OS DESVIOS. – Reflexões Teológicas: com Ricardo Alfredo
AS POLÍTICAS PÚBLICAS E OS DESVIOS.
Todos os dias nos deparamos com notícias e mais notícias advindas dos constantes desvios do dinheiro público, ou mesmo da desculpa de má aplicação do erário. O que despertou a observação pela população nas proporções alarmantes da corrupção na administração pública e dos constantes escândalos dentro dos representantes eleitos pelo povo. Além de ferir os bons costumes, a ética e a moral.
A má administração pública, interligada à corrupção sistêmica, vem corroendo a dignidade do cidadão e como vírus, contaminando toda uma sociedade. E como consequência, temos: a ruína dos serviços públicos, os males do convívio social e a qualidade de vida da população quase exterminada. Além da aplicação do trabalho escravo para manter os altos impostos e a mordomia dos poderosos que habitam os corredores das câmeras e do poder judiciário.
A corrupção sistêmica dos recursos públicos inutiliza os serviços essenciais para a população, levando ao abandono de obras estruturantes e destruindo a confiança nas autoridades eleitas e constituídas. Além de ser um verdadeiro estímulo a todos os tipos de crimes, como: violência em todas as áreas, tráfico de armas e drogas, formação de quadrilhas e destruição da ideia de nação. Por outro lado, afasta os investidores das regiões contaminadas pelo crime e pela corrupção.
Os programas sociais deveriam ser programas de Estado e não de governo. Visto que, cada governo que assume o poder, tenta mudar as regras dos programas, que a cada dia vêm piorando. Por outro lado, os graves problemas sociais relacionados à economia do país afetam, em sua totalidade, os mais pobres do povo. Gerando, até mesmo, o risco alimentar, sobrevivência mesmo, dos mais simples do povo que recebem migalhas para silenciar o descaso dos governos.
As políticas públicas de: saúde, educação de qualidade, segurança, saneamento básico, habitação, transporte público, desenvolvimento econômico, cultura e lazer foram abandonadas ou, apenas, trabalham com o faz de conta. E neste país, do faz de conta, a pobreza, que tem como símbolo maior a fome, irmão legitimo da miséria, é dominante e símbolo de morte. A qual é orquestrada pela indecência dos coronéis da política, os quais têm um único objetivo: manter o povo escravo.
Enquanto alguns caciques políticos imaginam que o povo seja despreparado para escolher seus administrados através do sufrágio universal, ela, a população, já compreendeu que as mudanças partem da sua escolha na hora de votar. E este despertamento veio através da observação dos avanços tecnológicos da agricultura, do desenvolvimento do comércio e principalmente do crescimento da prestação de serviços, os quais trouxeram independência social, mesmo que restrita à condenação de vida coberta de impostos injustos. O que gerou perguntas como: por que temos grande tecnologia na produção dos alimentos e ainda persiste a miséria e a fome? Como temos riquezas em minerais, gases e petróleo, e a desigualdade ainda alcança índices alarmantes? Que democracia é essa que privilegia alguns em detrimento de outros?
Os desvios dos recursos públicos que deveriam ser aplicados no seguro social, na educação, na segurança e na saúde são retirados de forma ilícita para abastecer os partidos e os políticos, como é noticiado dia e noite. Porém, a punibilidade nas ações de peculato, ou seja, corrupção mesmo, é esquecida no fundo das gavetas do poder judiciário, levando a população à sensação de que o crime compensa.
Portanto, os desvios de verbas públicas, como ato de corrupção ativa ou mesmo passiva, são a causadora da miséria, da fome, da insegurança, da destruição de sonhos e a principal causa da redução do financiamento dos investimentos públicos em políticas sociais. Por outro lado, a corrupção é a maior promotora da miséria, da fome, da desigualdade social, além de agenciar os privilégios para poucos e a miséria para muitos, provando o desequilíbrio social gerado pela criminalidade.
Muita Paz, Luz e Justiça a todos!
Pesquisador e Escritor Ricardo Alfredo
O Senhor faz justiça e defende a causa dos oprimidos. (Salmos 103:6)